Gravidez : momento de ambivalência e transformação
- Patricia Ela

- 11 de mai.
- 2 min de leitura
Atualizado: 13 de mai.
Medos, ansiedade e mesmo depressão não são incomuns durante a gestação. Muitas mulheres acabam vivendo esse período sofrendo dessas condições em silêncio. A gestação é vista, muitas vezes, como o momento de maior plenitude da mulher.
A mídia, a família, os amigos e até os profissionais de saúde têm esse discurso pronto, o que pode inibir a futura mãe na hora procurar ajuda e até mesmo de conseguir entender o que está acontecendo com ela, gerando mais sofrimento e culpa.
Mas sim, é possível estar feliz e triste ao mesmo tempo. E não, o fato de não conseguir gostar da gravidez ou se sentir mal nessa fase não quer dizer que não amará o futuro filho.
A gravidez é um período de ambivalência, de luto e de vida. Um luto pelo corpo e pela vida de antes, que se transformam com a chegada de uma vida. Por isso o sofrimento nessa fase é carregado de contradições.
É muito raro uma mulher se sentir 100% feliz estando grávida. Embora eu acredite que isso possa acontecer, o mais comum é encontrar mulheres que, quando começam a elaborar a nova condição, acabam por perceber algum desconforto com a nova identidade. É importante se permitir viver isso.
Aqui nas redes sociais, muitas “influencers” e celebridades começaram a expor esses sentimentos contraditórios e o sofrimento psíquico que enfrentaram nessa fase. Isso tem ajudado as mulheres a olharem para si com mais generosidade e menos cobranças. Mas há muito a desmistificar ainda.
O mais importante é que você não precisa viver tudo isso sozinha. Se durante a gravidez começar a sentir muito desconforto, angústias, tristeza e ansiedade ao ponto de sentir mais sofrimento que prazer, não hesite em procurar ajuda profissional.



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